A Gruta do Lago Azul é o exemplo mais claro. A gruta fica dentro do Monumento Natural da Gruta do Lago Azul, unidade de conservação estadual de 273,67 hectares criada em 2001 e gerida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL), enquanto a Prefeitura de Bonito opera a visitação; foram 75.376 visitantes em 2025, o maior número em cinco anos. O IMASUL informa visita guiada com agendamento só por agência credenciada, e desde 1º de setembro de 2021 a Gruta e o Balneário Municipal fazem check-in com voucher digital.
Os rios têm regras próprias, definidas pelas reservas particulares que são donas deles. O Recanto Ecológico Rio da Prata, a 45 km de Bonito por estrada asfaltada, faz uma flutuação de 2.200 m em cerca de 2h30, em grupos de até 10 pessoas com guia credenciado, numa água que fica em 24 °C. Aceita crianças a partir de 5 anos, pede o mínimo possível de protetor solar e repelente, proíbe drone e câmera profissional com caixa estanque e vende o próprio serviço de fotografia profissional na flutuação.
Na prática, isso divide o ensaio em Bonito em dois. A foto subaquática das grandes flutuações vem da equipe do próprio atrativo ou da câmera pequena do visitante, presa ao pulso, enquanto o fotógrafo contratado trabalha em terra firme: passarelas, decks, trilhas e a borda do Buraco das Araras, uma dolina de uns 100 m de profundidade onde as araras-vermelhas fazem ninho. Famílias e casais são a maior parte dos ensaios, encaixados em três ou quatro vouchers num feriado prolongado.