Amazonas
Fotógrafos em Manaus
Manaus é a capital do Amazonas, um porto fluvial na margem esquerda do Rio Negro, poucos quilômetros acima do encontro com o Solimões. Para a maioria dos visitantes é a porta de entrada da Amazônia, e um ensaio aqui junta dois cenários bem diferentes no mesmo dia: o centro do ciclo da borracha, em volta do Teatro Amazonas, e o rio e a mata nas bordas da cidade. No mapa as distâncias são curtas, no trânsito são longas, então o roteiro costuma separar centro e rio em metades diferentes do dia.
O Teatro Amazonas foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896, e a cúpula é coberta por 36 mil escamas de cerâmica nas cores da bandeira. A Secretaria de Cultura do Amazonas faz visitas guiadas de cerca de 30 minutos, de terça a sábado das 9h às 17h e aos domingos e feriados das 9h às 13h, por R$ 20, ou R$ 10 a meia; quem nasceu no Amazonas e crianças de até 10 anos não pagam. Às segundas o teatro não abre para visitação. Do lado de fora, o Largo de São Sebastião tem o calçamento de ondas pretas e brancas desde agosto de 1899, e a praça é pública a qualquer hora.
O rio define o resto do calendário. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) registra o pico do Rio Negro em Manaus em junho e a mínima em outubro e novembro; em 16 de junho de 2026 ele estava em 28,42 m. Na Ponta Negra, a praia da cidade na zona Oeste, a prefeitura só permite banho até as 17h, quando os salva-vidas saem, e interdita a água de vez quando o rio fica abaixo da cota de segurança de 16 m, como fez por decreto em setembro de 2024. O Encontro das Águas, onde o Negro escuro e o Solimões barrento correm lado a lado, só se vê de barco.
Para ter luz de floresta sem sair da cidade, o Museu da Amazônia (MUSA) tem uma torre de aço de 42 m, com 242 degraus e plataformas a 14, 28 e 42 m, sobre uma reserva de mata primária. O MUSA abre todos os dias menos às quartas, das 8h30 às 17h, com entrada até as 16h, cobra R$ 50 e vende o horário do pôr do sol na torre, com agendamento, por R$ 70. Drone é proibido lá, e sapato fechado é obrigatório. Em Manaus, os ensaios são sobretudo de casais e famílias de passagem, na ida ou na volta da floresta, muitas vezes com um único dia livre na cidade.